13/02/2020 - Coleção SPPA


Giuseppe Civitarese (2019) – Perder a cabeça

Perder a cabeça: abjeção, conflito estético e crítica psicanalítica examina o tema da decapitação nas várias expressões artísticas como uma metáfora da destruição da mente. Giuseppe Civitarese discute tanto a teoria psicanalítica quanto a crítica de arte, perguntando se os artistas têm algo a dizer sobre a experiência estética como paradigma do que é mais verdadeiro e mais profundo na análise. Perder a cabeça analisa obras de arte bem conhecidas da literatura clássica, cinema e arte contemporânea para auxiliar na busca de um aprofundamento da compreensão psicanalítica, principalmente, sobre o obscuro e intenso sentimento de desamparo vivido na traumática experiência de separação com o objeto primário (abjeção) quando ainda não existe um eu constituído.

 

Christophe Dejours (2019) – Primeiro, o corpo: corpo biológico, corpo erótico e senso moral

 

Vivemos simultaneamente em dois corpos: o corpo biológico, que é o corpo dos órgãos e das funções, o corpo que figura nas pranchas de anatomia, aquele que examinamos no microscópio ou que tratamos com antibióticos; e o corpo erótico, que é o corpo vivido, aquele que “habitamos”, através do qual experimentamos a vida, o sofrimento, o prazer, a excitação sexual, o desejo. Um é inato, o corpo biológico. A partir dele constrói-se gradativamente o outro corpo, o corpo erótico, que, portanto, é da ordem do adquirido. Este livro explica o processo pelo qual o corpo erótico se descola pouco a pouco do corpo biológico. Da qualidade e da progressão desse processo depende o advento do corpo erógeno, que é uma das formas em que a infância é memorizada no adulto. O que acontece quando esse processo encontra obstáculos que o dificultam? Uma vulnerabilidade do corpo pode se manifestar pela formação de sintomas psicopatológicos, mas também por arranjos defensivos que reduzem a sensibilidade ao sofrimento (tanto ao próprio sofrimento quanto ao sofrimento alheio), como no caso dos psicopatas, por exemplo. Podemos então, com base nisso, formar uma concepção psicanalítica do senso moral?

 

Thomas H. Ogden (2010) – Esta arte da psicanálise  (ESGOTADO)

 

O pensamento de Thomas Ogden tem estado na vanguarda da psicanálise há mais de 25 anos. Neste livro, com base na obra de Freud, Klein, Winnicott e Bion, ele explora a idéia de que a psicopatologia humana é uma manifestação de um colapso na capacidade do indivíduo de sonhar sua experiência. A investigação sobre o papel do analista de participar psicologicamente do sonhar do paciente é ilustrada em todo o texto com descrições elegantes e envolventes do trabalho clínico, provendo uma fascinante compreensão da experiência do analista.

 

James S. Grotstein (2010) – Um facho de intensa escuridão

O autor examina a obra de Bion e estende-se sobre sua contribuição fundamental, mas também as critica. O objetivo deste livro é resumir, sintetizar e estender o trabalho de Bion de maneira favorável ao leitor. O livro apresenta seu legado – suas ideias mais importantes para a psicanálise – ressalta e define as implicações mais amplas e mais profundas de suas obras. Essas ideias precisam ser conhecidas pelos profissionais da saúde mental em geral.

 

Christopher Bollas (2012) – A questão infinita

Christopher Bollas lança mão de estudos detalhados da clínica psicanalítica para desenvolver o conhecimento sobre a força que conduz os seres humanos, desde a infância, ao desejo de questionar e conhecer. Tendo como base o método da associação livre, criado por Freud, o autor enfatiza de maneira eloquente como a posição do analista em atenção flutuante permite que seu inconsciente entre em contato com o questionamento implícito do inconsciente do paciente. Essa postura do analista destaca o estímulo à persistência do questionamento que beneficia o processo analítico, em contraposição à interpretação-resposta apressada, que tende a interromper o processo.

 

Antonino Ferro (2011) – Evitar as emoções, viver as emoções (ESGOTADO)

 

Com um estilo eminentemente clínico e coloquial, Antonino Ferro aborda nesta obra suas atuais reflexões sobre o encontro analítico co-construído por paciente e analista, aprofundando e detalhando conceitos centrais à sua teorização, tomando como base a integração do pensamento de Klein-Bion-Meltzer, Willy e Madeleine Barranger e a narratologia. Sua original e fecunda contribuição é aqui apresentada em tradução primorosa chancelada pela Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre.

 

André Green (2010) – O trabalho do negativo (ESGOTADO)

 

É o primeiro livro da coleção de títulos psicanalíticos a ser publicado pela SPPA. Criado por Hegel, introduzido na psicanálise por Lacan reinterpretando Freud, depois esquecido por ele, o trabalho do negativo voltou à tona. Neste livro, André Green revela o trabalho do negativo em Freud sob aspectos aos quais não se costuma relacioná-lo - trabalho do sonho ou do luto, identificação, etc.