"Id"

por Gisha Brodacz


O termo Id (Das Es, no alemão), cunhado por Groddeck e que o ligava a forças desconhecidas e indomináveis que habitam e agem no ser humano, foi utilizado por Freud ao reformular sua teoria do aparelho psíquico entre os anos 1920-1923. Em algumas traduções mais recentes é apresentado como "o isso" ao invés de id.

O termo aparece no Ego e o Id, trabalho de 1923 de Freud que marca o estabelecimento da segunda tópica que compreende a teoria estrutural da mente. Esta considera a interação de três diferentes instâncias psíquicas, o id, ego e superego. As três constituem um sistema interdependente, influenciando-se mutuamente. E é dentro desta concepção que o id é situado. O id é inconsciente, mas não constitui o inconsciente como um todo, já que o ego e o superego passam a abranger, a partir de então, uma parte dele. O id entra em conflito com o ego e o superego, os quais, na sua origem, são diferenciações dele.

O id é constituído pelas pulsões, que para Freud representavam algo no limite entre o somático e o psíquico (1905). Em parte, considerava tais pulsões como hereditárias e inatas, e em parte recalcadas e adquiridas.