Ações na Comunidade
As iniciativas com a comunidade da SPPA estão inseridas em um contexto institucional de responsabilidade social e de atuação abrangente, considerando a capacidade da Psicanálise de minimizar o sofrimento dos indivíduos não só através do atendimento individual, mas também através de ações com foco em populações em cenários de desproteção, fragilidade e/ou negligência.
Projeto Nhamandu /SPPA
O Grupo do Projeto Nhamandu /SPPA foi constituído no desejo de levar a psicanálise para o atendimento de pessoas da comunidade que vivem em situação de profunda vulnerabilidade social. Em 2013 formou-se a parceria entre um grupo de psicanalistas da SPPA com a Fundação do Projeto Pescar. O trabalho psicanalítico é desenvolvido em duas frentes: com jovens e com educadores. Com os jovens, a intervenção se dá através de Rodas de Conversa que reúnem adolescentes de 16 a19 anos nas unidades do Projeto Pescar de Porto Alegre. Com os educadores sociais, as Rodas de Conversa se realizam sob a modalidade on-line, abarcando as unidades do Pescar de diversos Estados do Brasil.
Nas Rodas de Conversa, através do dispositivo clínico da escuta psicanalítica, criam-se espaços de diálogo e reflexão visando possibilidades transformacionais aos traumas cumulativos sofridos pelos jovens e sentidos pelos educadores sociais. A proposta é que sujeitos historicamente injustiçados se sintam reconhecidos.
O Grupo do Projeto Nhamandu /SPPA reúne-se quinzenalmente e está sempre aberto a novos integrantes.
RODAVIVA/SPPA
Desde 2006, por meio de uma parceria estabelecida com a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre, exercemos a clínica psicanalítica através de Rodas de Conversa com profissionais das escolas de áreas socioeconomicamente vulnerabilizadas de Porto alegre.
Por muitos anos trabalhamos com educação infantil.
Atualmente, em função de demandas surgidas no período pós-pandemia, ampliamos nossa atuação para Rodas de Conversa em escolas de ensino fundamental. Nas Rodas de Conversa, abordamos as ansiedades despertadas no convívio escolar, que envolve os educadores, os alunos e suas famílias.
Mantemos RC quinzenais com educadores de escolas fundamentais, e a partir destes encontros consolidou- se um Projeto de Política Pública SEPROVIDA- EDU, que tem mostrado importantes resultados na diminuição da violência nas escolas.
Alinhados com o espírito de trocas com outros grupos que desenvolvem esta clínica ampliada, fazemos parte do Grupo de Psicanalistas na Comunidade na FEPAL, bem como costumamos participar de Jornadas e Congressos nacionais e internacionais. Estamos também sempre produzindo artigos onde aprofundamos conhecimentos e conceitos a partir da nossa experiência clínica na comunidade.
Convidamos os colegas interessados a conhecerem e participarem de nosso trabalho com a comunidade escolar do município.